quinta-feira, 5 de março de 2026

UM PASSO HISTÓRICO: SENADO APROVA DIA NACIONAL DO ORGULHO AUTISTA NO BRASIL

Em uma decisão considerada histórica, o plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) a criação do Dia Nacional do Orgulho Autista, que passará a ser celebrado todos os anos em 18 de junho. A medida integra o Projeto de Lei 3.391/2020, apresentado pelo senador Romário (PL-RJ), e representa um avanço importante na luta por respeito, inclusão e reconhecimento das pessoas autistas no país.
O texto aprovado mantém também o Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, data já prevista na Lei 13.652 de 2018. A novidade é a criação de um momento específico para celebrar o orgulho e a identidade das pessoas dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Relatora da proposta, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) destacou que a nova data é um marco para fortalecer a autoestima das pessoas autistas e ampliar o debate sobre respeito às diferenças.
Segundo ela, reconhecer oficialmente o orgulho autista significa valorizar a diversidade humana e combater o estigma histórico que ainda cerca o autismo.
“A instituição dessa data reconhece a neurodiversidade e contribui diretamente para o fortalecimento da autoestima das pessoas autistas e de suas famílias”, ressaltou a parlamentar.
Com a aprovação no Congresso Nacional, o projeto segue agora para sanção presidencial. Se confirmado, o Brasil passará a celebrar não apenas a conscientização sobre o autismo, mas também o orgulho, a dignidade e o direito à inclusão de milhões de brasileiros.

quarta-feira, 4 de março de 2026

EM MEIO A ALAGAMENTOS QUE ATINGEM MAIS DE 9 MIL PESSOAS EM BRAGANÇA, HANA GHASSAN VAI AO MUNICÍPIO E REFORÇA ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA DO ESTADO


O Governo do Estado intensificou as ações de resposta aos alagamentos que atingem o município de Bragança, no Nordeste Paraense, após chuvas intensas associadas à maré alta provocarem transtornos em pelo menos 12 bairros desde o último fim de semana.

Mais de 9 mil pessoas foram afetadas indiretamente pela cheia, enquanto cerca de 500 estão entre desalojados e desabrigados. Equipes da Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros e demais órgãos seguem mobilizadas para garantir assistência às famílias atingidas.

Nesta quarta-feira (4), a vice-governadora Hana Ghassan esteve no município para acompanhar de perto a situação das comunidades afetadas e reforçar o apoio humanitário do Estado. Durante a visita, ela destacou que o governo mantém equipes técnicas em campo e continuará oferecendo suporte enquanto perdurar a situação de emergência.

O coordenador-adjunto da Defesa Civil Estadual, coronel Marcelo Nogueira, informou que o monitoramento das áreas de risco segue sendo realizado de forma permanente, com levantamento de danos e encaminhamento de auxílio às famílias mais vulneráveis.

Moradores também relataram os impactos causados pelos alagamentos. O mototaxista Gideão da Silva contou que a água invadiu ruas e residências rapidamente, dificultando a circulação e afetando a rotina de trabalho. Já Maciel da Silva destacou os prejuízos materiais e a necessidade de apoio para reconstruir o que foi perdido.

Entre as medidas adotadas pelo Governo do Estado estão a distribuição de cestas básicas, kits de higiene, água potável e apoio logístico às famílias desalojadas. A Defesa Civil segue avaliando a necessidade de novas ações, caso o volume de chuvas continue elevado nos próximos dias.

Zequinha Marinho fortalece agenda de desenvolvimento para o Tapajônico

O senador Zequinha Marinho tem intensificado sua atuação em defesa de projetos estruturantes para a região do Tapajônico, que inclui municípios estratégicos como Santarém, Itaituba e Miritituba.
Entre as principais pautas está a retomada da Ferrogrão, ferrovia que ligará Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). O projeto pode gerar impacto econômico estimado em R$ 60 bilhões e reduzir em até 77% as emissões de CO₂ no transporte de grãos, além de fortalecer o escoamento da produção pelo Oeste do Pará.
O senador também defende investimentos do Plano Nacional de Ferrovias, que prevê cerca de R$ 20 bilhões em obras ferroviárias no país, e a exploração de petróleo na Margem Equatorial, que pode adicionar R$ 65 bilhões ao PIB nacional e gerar mais de 326 mil empregos.
Segundo Marinho, a prioridade é garantir infraestrutura, geração de emprego e desenvolvimento econômico sustentável para a população do Tapajônico.

segunda-feira, 2 de março de 2026

ENQUANTO A OPOSIÇÃO POLITIZA A DOR, O HOSPITAL MUNICIPAL DE SANTARÉM TRABALHA PARA SALVAR VIDAS.

O Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo não responde a ataques com discursos inflamados. Responde com atendimento, com cirurgias realizadas, com partos acompanhados e com vidas salvas todos os dias.

É patrimônio do povo santareno. É sustentado por Santarém. E justamente por sua estrutura e capacidade de atendimento, tornou-se referência para toda a região Oeste do Pará. Nossa cidade cuida da sua população e ainda assume a responsabilidade de receber pacientes de municípios vizinhos que reconhecem aqui um centro preparado para atender casos de urgência, realizar procedimentos complexos e oferecer assistência que muitas localidades ainda não conseguem garantir.
Isso não enfraquece Santarém. Isso engrandece.

O que enfraquece é transformar sofrimento em disputa política. Quando se espalha desconfiança e se tenta desgastar a imagem da unidade, quem sente o impacto é o cidadão. Muitos pacientes chegam inseguros, influenciados por narrativas negativas, e essa tensão acaba recaindo justamente sobre quem está ali para ajudar.
São médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e diversos profissionais que enfrentam plantões longos, pressão constante e situações delicadas todos os dias. São trabalhadores que lidam com a dor humana em seu momento mais vulnerável. Eles merecem respeito.

Sob a gestão do prefeito José Maria Tapajós, o hospital vem passando por melhorias importantes, com modernização de setores, fortalecimento da ala obstétrica, revitalização da pediatria e ampliação do número de cirurgias realizadas. São investimentos que reforçam o papel do hospital como referência regional e ampliam a capacidade de atendimento à população.
O Hospital Municipal não é perfeito, como nenhum sistema público é. Mas ele é essencial. E aquilo que é essencial precisa ser fortalecido, não transformado em palanque.

Defender o Hospital Municipal é defender Santarém.
É defender os profissionais que dedicam suas vidas à saúde pública.
É reconhecer que nossa cidade é grande o suficiente para cuidar da sua gente e ainda ser referência para toda a região Oeste do Pará.

Saúde é responsabilidade.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CÂMARA MAJORA DIÁRIAS SEM ESTUDO E SEM TRANSPARÊNCIA, COLOCANDO A CASA SOB OLHAR DO MINISTÉRIO PÚBLICO

A Câmara Municipal de Santarém aprovou nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, uma alteração polêmica na Resolução nº 4, de 2017, que regula a concessão e o pagamento de diárias de vereadores. A decisão aumenta significativamente os valores das diárias, flexibiliza regras de documentação e enfraquece mecanismos de fiscalização, tudo sem qualquer estudo de impacto ou análise técnica que justificasse a medida.

Agora, os vereadores podem apresentar parte da documentação até três dias úteis após a viagem, e não há mais exigência mínima de conhecimento técnico para os assessores que acompanham os parlamentares. Os valores foram majorados, chegando a R$ 1.400 para viagens nacionais e R$ 1.200 para outros deslocamentos dentro do Estado do Pará, sem qualquer cálculo detalhado ou estudo local que comprove a necessidade do aumento.
A votação ocorreu na ausência do presidente da Câmara, Jandelson Pereira, que assumia interinamente a Prefeitura de Santarém durante a viagem do prefeito José Maria Tapajós e do vice. Quem presidiu a sessão foi o vereador Gerlande Castro, como presidente em exercício, em uma condução considerada apressada e atípica.

Um vereador presente na sessão relatou ao blog que a medida causou estranheza e desconforto entre os parlamentares, pela pressa e pela falta de debate, levantando suspeitas sobre a real motivação do aumento. Nos bastidores, há avaliações de que a decisão pode estar ligada a articulações políticas internas, envolvendo principalmente o presidente da Câmara, Alexandre Cacho.

A justificativa oficial menciona variação inflacionária e médias de diárias em capitais como Brasília, São Paulo e Belém, mas não apresenta estudo local ou análise de impacto econômico para Santarém, tornando a aprovação ainda mais questionável.

Especialistas em gestão pública alertam que essa flexibilização fragiliza a fiscalização, abre espaço para uso indevido de recursos e compromete a transparência, um dos pilares do Legislativo. Além disso, a medida coloca a Câmara sob o olhar do Ministério Público, dado o risco de irregularidades no uso de dinheiro público.

Com a resolução já em vigor, a população e órgãos de controle têm motivos para exigir respostas claras: qual foi o estudo que justificou o reajuste? Quais critérios serão usados para fiscalização? Quem de fato será beneficiado?
Quando o Legislativo age sem estudo, sem planejamento e sem transparência, a responsabilidade recai sobre quem fiscaliza — e a sociedade precisa acompanhar de perto.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Após articulação de Helder Barbalho em Brasília, Ministério suspende importação de cacau da Costa do Marfim

O governador Helder Barbalho celebrou o Despacho Decisório nº 456, publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (24) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que determina a suspensão da entrada de produtos de cacau e de amêndoa de cacau da Costa do Marfim no Brasil por razões sanitárias, em resposta às preocupações manifestadas por produtores brasileiros sobre possíveis riscos fitossanitários e impactos competitivos no mercado interno. 

“Na manhã de hoje o Ministério da Agricultura publicou portaria de número 456 que suspende a importação de amêndoa da Costa do Marfim. Isso foi uma reivindicação dos produtores rurais. Você deve lembrar que nós estivemos em Brasília com o ministro Fávaro reivindicando a proteção à produção nacional e a partir da fiscalização do Mapa a questão sanitária bloqueou a importação de amêndoa da Costa do Marfim. Isso vai permitir com que os produtos nacionais sejam valorizados, com que a produção de cacau no Brasil possa melhorar o preço e possa fortalecer aqueles que produzem. E o Pará, como líder nacional na produção de cacau, está à frente dessa jornada”, destacou o governador.

“Parabéns ao ministro Fávaro, ao governo federal pela iniciativa de proteger quem produz. E acima de tudo, parabéns a todos que participaram dessa mobilização em favor do produtor rural. Pra Você que produz cacau no estado do Pará, na Bahia, em todo o Brasil, essa excelente notícia”, comemorou Helder Barbalho. 

A decisão do Ministério atende às demandas das associações de cacaicultores e lideranças estaduais, que vinham alertando sobre os riscos sanitários e impactos competitivos decorrentes da entrada de produtos importados, que poderiam agravar a situação das lavouras brasileiras e pressionar os preços internos.
Durante agenda em Brasília, no dia 11 de fevereiro, o governador reforçou a importância de fortalecer a produção nacional e revisar mecanismos de comércio internacional que possam afetar a competitividade dos produtores brasileiros.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Quilombolas reconhecem avanços e projetam futuro com a implantação do Sistema Jurisdicional de REDD+ no Pará

Antes de sua implementação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o Sistema Jurisdicional de REDD+ (SJREDD+) já produz efeitos concretos nos territórios onde vivem Povos Indígenas, Quilombolas, Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIQCTAFs). Muito além de uma política pública, o que está em curso é uma política territorial e ambiental, construída com quem vive e protege a floresta, produz seu sustento e mantém a conservação como parte do seu modo de vida e tradiçãoa secular.

As Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPIs) marcam esse momento do processo de construção do Sistema e reforçam o compromisso do Estado com segurança jurídica, transparência e participação efetiva das comunidades.

O cuidado e a preparação acompanham a dimensão do que está sendo realizado. O Estado conduz hoje o maior processo de consultas já realizado: são 47 previstas, das quais 16 já feitas, alcançando territórios nas regiões Nordeste, Oeste e Marajó Oriental. A próxima etapa está marcada para o município de Cachoeira do Arari, ainda em fevereiro.

As consultas obedecem aos parâmetros da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Resolução nº 19/2025, da Comissão Nacional para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal (CONAREDD+), assegurando o direito de povos e comunidades tradicionais à participação nas decisões sobre políticas públicas que influenciam diretamente seu cotidiano.

Sustentabilidade e respeito aos povos - É nesse contexto que Aurélio Borges, produtor rural e titular da Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu), traduz o significado desse momento para quem vive no território. “Nós, enquanto movimento social, agricultor e comunidade tradicional que vem acompanhando a política que se estrutura aqui no Estado do Pará, vemos essa política como uma alternativa e um mecanismo de sustentabilidade para os produtores e agricultores”, afirma.

Para ele, há um reconhecimento inédito na forma como a política vem sendo construída. “Pela primeira vez, uma política ambiental traz no seu contexto a questão de entender que os povos que sempre preservaram possam garantir benefícios através de manter a floresta viva”, acrescenta Aurélio Borges.

A meta deixa de ser apenas preservação por obrigação, e passa a ser valorização por reconhecimento do modo de vida no território. “Eu vejo na política de REDD+ uma alternativa para que a gente possa reduzir as emissões, livrando o Estado e os territórios do desmatamento, da queimada, e valorizando o estoque, que é a floresta viva. A gente vê isso como um mecanismo de geração de renda, de política pública para a melhoria na qualidade de vida das pessoas que vivem nesses territórios e sobrevivem da agricultura, como forma de sustento do seu grupo familiar”, avalia o coordenador.

Em médio e longo prazos, Aurélio Borges aponta impactos que vão além da geração de renda. “Também pela primeira vez, o Estado do Pará, ao realizar uma política pública, tem garantido a participação efetiva dos movimentos sociais. Com essa participação, a gente está construindo os instrumentos que possam garantir que o subsídio chegue até as populações, até as comunidades”, destaca.

Sobre os subprogramas e repartição de benefícios, e seus reflexos diretos na segurança territorial, Aurélio Borges informa que “a gente vê, também, a possibilidade de que essa política possa garantir a titulação de muitos territórios tradicionais que ainda estão em tramitação”.

Construção coletiva - Além da escuta sobre os princípios do Sistema, as consultas apresentam e discutem propostas do Subprograma Territórios Quilombolas, que integra a estratégia de repartição de benefícios do SJREDD+, e deve considerar famílias quilombolas, jovens, mulheres e lideranças tradicionais. Entre os temas em debate com as comunidades estão ações voltadas à regularização ambiental e fundiária, fortalecimento da gestão ambiental e territorial, valorização da sociobiodiversidade quilombola, monitoramento e proteção territorial e fortalecimento da autonomia e da governança local.

Também estão em discussão propostas voltadas à promoção da sustentabilidade nos territórios, valorização do conhecimento tradicional, fortalecimento das atividades produtivas desenvolvidas pelas próprias comunidades, formação comunitária e implementação de instrumentos de gestão e governança territorial. As contribuições apresentadas durante as consultas poderão ser incorporadas à política, garantindo que os instrumentos finais reflitam as demandas desses segmentos.


Avanços - Paralelamente, enquanto as consultas avançam, o Pará dá passos decisivos no cenário internacional para a emissão de créditos de carbono jurisdicionais no mercado voluntário. O que hoje é debatido com as comunidades poderá se transformar em investimentos diretos no campo, fortalecendo a agricultura familiar, o extrativismo, as cadeias produtivas locais e a preservação dos modos de vida das comunidades tradicionais.


A secretária-adjunta de Gestão de Águas e Clima da Semas, Renata Nobre, afirma que “a CLPI é uma etapa essencial dentro do Sistema Jurisdicional de REDD+. Ela garante integridade, segurança jurídica e transparência ao processo, mas também assegura que as demandas apresentadas nas bases sejam refletidas na própria política. Não se trata apenas de informar ou consultar, mas de ir aos territórios para apresentar os objetos de consulta e acolher contribuições”.


Ela destaca, ainda, que a consulta é um dos eixos estruturantes do Sistema. “Cada um dos elementos de construção foi fundamental para dar consistência ao Sistema. A CLPI é o momento em que o Estado presta informações, escuta as especificidades de cada regionalidade e incorpora contribuições dos próprios beneficiários”, enfatiza Renata Nobre.


UM PASSO HISTÓRICO: SENADO APROVA DIA NACIONAL DO ORGULHO AUTISTA NO BRASIL

Em uma decisão considerada histórica, o plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) a criação do Dia Nacional do O...