quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Quilombolas reconhecem avanços e projetam futuro com a implantação do Sistema Jurisdicional de REDD+ no Pará

Antes de sua implementação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o Sistema Jurisdicional de REDD+ (SJREDD+) já produz efeitos concretos nos territórios onde vivem Povos Indígenas, Quilombolas, Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIQCTAFs). Muito além de uma política pública, o que está em curso é uma política territorial e ambiental, construída com quem vive e protege a floresta, produz seu sustento e mantém a conservação como parte do seu modo de vida e tradiçãoa secular.

As Consultas Livres, Prévias e Informadas (CLPIs) marcam esse momento do processo de construção do Sistema e reforçam o compromisso do Estado com segurança jurídica, transparência e participação efetiva das comunidades.

O cuidado e a preparação acompanham a dimensão do que está sendo realizado. O Estado conduz hoje o maior processo de consultas já realizado: são 47 previstas, das quais 16 já feitas, alcançando territórios nas regiões Nordeste, Oeste e Marajó Oriental. A próxima etapa está marcada para o município de Cachoeira do Arari, ainda em fevereiro.

As consultas obedecem aos parâmetros da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Resolução nº 19/2025, da Comissão Nacional para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal (CONAREDD+), assegurando o direito de povos e comunidades tradicionais à participação nas decisões sobre políticas públicas que influenciam diretamente seu cotidiano.

Sustentabilidade e respeito aos povos - É nesse contexto que Aurélio Borges, produtor rural e titular da Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu), traduz o significado desse momento para quem vive no território. “Nós, enquanto movimento social, agricultor e comunidade tradicional que vem acompanhando a política que se estrutura aqui no Estado do Pará, vemos essa política como uma alternativa e um mecanismo de sustentabilidade para os produtores e agricultores”, afirma.

Para ele, há um reconhecimento inédito na forma como a política vem sendo construída. “Pela primeira vez, uma política ambiental traz no seu contexto a questão de entender que os povos que sempre preservaram possam garantir benefícios através de manter a floresta viva”, acrescenta Aurélio Borges.

A meta deixa de ser apenas preservação por obrigação, e passa a ser valorização por reconhecimento do modo de vida no território. “Eu vejo na política de REDD+ uma alternativa para que a gente possa reduzir as emissões, livrando o Estado e os territórios do desmatamento, da queimada, e valorizando o estoque, que é a floresta viva. A gente vê isso como um mecanismo de geração de renda, de política pública para a melhoria na qualidade de vida das pessoas que vivem nesses territórios e sobrevivem da agricultura, como forma de sustento do seu grupo familiar”, avalia o coordenador.

Em médio e longo prazos, Aurélio Borges aponta impactos que vão além da geração de renda. “Também pela primeira vez, o Estado do Pará, ao realizar uma política pública, tem garantido a participação efetiva dos movimentos sociais. Com essa participação, a gente está construindo os instrumentos que possam garantir que o subsídio chegue até as populações, até as comunidades”, destaca.

Sobre os subprogramas e repartição de benefícios, e seus reflexos diretos na segurança territorial, Aurélio Borges informa que “a gente vê, também, a possibilidade de que essa política possa garantir a titulação de muitos territórios tradicionais que ainda estão em tramitação”.

Construção coletiva - Além da escuta sobre os princípios do Sistema, as consultas apresentam e discutem propostas do Subprograma Territórios Quilombolas, que integra a estratégia de repartição de benefícios do SJREDD+, e deve considerar famílias quilombolas, jovens, mulheres e lideranças tradicionais. Entre os temas em debate com as comunidades estão ações voltadas à regularização ambiental e fundiária, fortalecimento da gestão ambiental e territorial, valorização da sociobiodiversidade quilombola, monitoramento e proteção territorial e fortalecimento da autonomia e da governança local.

Também estão em discussão propostas voltadas à promoção da sustentabilidade nos territórios, valorização do conhecimento tradicional, fortalecimento das atividades produtivas desenvolvidas pelas próprias comunidades, formação comunitária e implementação de instrumentos de gestão e governança territorial. As contribuições apresentadas durante as consultas poderão ser incorporadas à política, garantindo que os instrumentos finais reflitam as demandas desses segmentos.


Avanços - Paralelamente, enquanto as consultas avançam, o Pará dá passos decisivos no cenário internacional para a emissão de créditos de carbono jurisdicionais no mercado voluntário. O que hoje é debatido com as comunidades poderá se transformar em investimentos diretos no campo, fortalecendo a agricultura familiar, o extrativismo, as cadeias produtivas locais e a preservação dos modos de vida das comunidades tradicionais.


A secretária-adjunta de Gestão de Águas e Clima da Semas, Renata Nobre, afirma que “a CLPI é uma etapa essencial dentro do Sistema Jurisdicional de REDD+. Ela garante integridade, segurança jurídica e transparência ao processo, mas também assegura que as demandas apresentadas nas bases sejam refletidas na própria política. Não se trata apenas de informar ou consultar, mas de ir aos territórios para apresentar os objetos de consulta e acolher contribuições”.


Ela destaca, ainda, que a consulta é um dos eixos estruturantes do Sistema. “Cada um dos elementos de construção foi fundamental para dar consistência ao Sistema. A CLPI é o momento em que o Estado presta informações, escuta as especificidades de cada regionalidade e incorpora contribuições dos próprios beneficiários”, enfatiza Renata Nobre.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

IAGO TIPIZAL, CRIA DO SÃO RAIMUNDO, SE DESTACA E VAI PARA A TUNA LUSO


O São Raimundo, mais uma vez, mostra sua força na formação de talentos. Iago Tipizal, camisa 5 e cria da casa, segue por empréstimo para a Tuna Luso, onde terá a chance de disputar a segunda fase do Campeonato Paraense, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro Série D.

O presidente do clube, Junior Tapajós, destacou a importância de revelar jogadores da base: “É sempre uma grande satisfação ver nossos atletas evoluindo e ganhando oportunidades. Iago é exemplo do talento que temos no Pantera.”

O Pantera continua sendo referência na revelação de atletas, e a torcida acompanha com orgulho mais essa conquista de um jogador formado em suas categorias de base.

Sucesso, Iago! Que essa nova etapa seja de muito aprendizado e vitórias.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

PREFEITO ZÉ ARTICULA COM O GOVERNO FEDERAL E SANTARÉM VIVE MARCO HISTÓRICO COM MAIS DE 1.500 CIRURGIAS OFTALMOLÓGICAS

Santarém entra para a história da saúde pública municipal ao ultrapassar a marca de 1.500 cirurgias exclusivamente oftalmológicas realizadas, resultado direto da articulação política e administrativa do prefeito José Maria Tapajós junto ao Governo Federal, por meio do Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde.
O feito é inédito no município. Nunca antes Santarém havia alcançado um volume tão expressivo de cirurgias oftalmológicas dentro de uma ação estruturada, planejada e executada com responsabilidade. Não foi algo improvisado, nem ação pontual para fotografia. Foi gestão, diálogo institucional e compromisso com a população que aguardava há anos por procedimentos como cirurgia de catarata e outras intervenções que devolvem algo essencial: a visão.
A adesão ao programa federal exigiu organização da rede municipal, mobilização técnica e capacidade de articulação política. E foi justamente essa combinação que permitiu transformar recurso em resultado concreto. Cada cirurgia realizada representa mais autonomia para idosos, mais dignidade para trabalhadores e mais qualidade de vida para centenas de famílias santarenas.
O marco das mais de 1.500 cirurgias oftalmológicas consolida um momento histórico na saúde do município e evidencia que, quando há liderança firme e parceria institucional eficiente, o SUS funciona e entrega resultados reais à população.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ENTENDA O RITO DO PROCESSO DE CASSAÇÃO DO VEREADOR MALAQUIAS MOTTIN E QUEM ASSUME A VAGA NA CÂMARA

Na manhã desta segunda-feira, lideranças indígenas protocolaram na Câmara Municipal de Santarém um pedido formal de cassação do mandato do vereador Malaquias Mottin, em razão de condutas consideradas graves durante manifestação indígena ocorrida na BR-163.
Com o protocolo da denúncia, o caso passa agora a seguir o rito político-administrativo previsto no Regimento Interno da Câmara Municipal e na legislação vigente.
COMO FUNCIONA O PROCESSO DE CASSAÇÃO
O primeiro passo é a leitura da denúncia em plenário, durante sessão oficial da Câmara, dando ciência a todos os vereadores.
Em seguida, ocorre a votação de admissibilidade, na qual os parlamentares decidem, por maioria simples, se a denúncia será aceita. Caso seja rejeitada, o processo é arquivado. Se aceita, o procedimento segue para a fase seguinte.
Com a admissibilidade aprovada, é formada uma Comissão Processante, composta por vereadores sorteados, responsável por conduzir o processo, garantir o contraditório e a ampla defesa ao denunciado.
O vereador Malaquias Mottin será então notificado para apresentar defesa, podendo acompanhar todas as fases do processo. A comissão poderá analisar provas, como vídeos, documentos e depoimentos de testemunhas.
Ao final, a Comissão Processante elabora um relatório final, recomendando ou não a cassação do mandato, que será submetido ao julgamento do plenário.
Para que a cassação seja efetivada, é necessário o voto favorável de dois terços dos vereadores.

QUEM ASSUME EM CASO DE CASSAÇÃO
Caso o mandato de Malaquias Mottin seja cassado, quem assume a vaga na Câmara Municipal de Santarém é o primeiro suplente do partido, conforme a ordem de votação obtida nas eleições de 2024.
👉 O 1º suplente é Dinho Pereira, que será convocado oficialmente após a conclusão do processo e a comunicação à Justiça Eleitoral.
EXPECTATIVA DA SOCIEDADE
O caso gera forte repercussão social e política, especialmente entre os povos indígenas e movimentos sociais, que cobram da Câmara Municipal responsabilidade, transparência e respeito à Constituição Federal, aos direitos humanos e aos direitos dos povos originários.
Agora, a condução do processo passa a ser um teste institucional para o Legislativo santareno.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

🗳️ ANÁLISE POR IA APONTA NOMES COM MAIS CHANCES À ALEPA EM SANTARÉM

Uma análise por Inteligência Artificial, baseada em dados públicos, histórico eleitoral, articulação política, presença social e estrutura partidária, aponta os nomes que hoje aparecem com chances reais de eleição ou reeleição à Alepa em 2026, no cenário santareno.

📍 CENÁRIO EM SANTARÉM

Três nomes se destacam, representando campos políticos distintos:
🔹 JK do Povão (PL)
Ligado ao campo conservador e à direita, tem base fiel em segmentos populares e forte apelo junto ao eleitorado bolsonarista, o que garante competitividade em disputas proporcionais.

🔹 Júnior Tapajós (União Brasil)
Em ascensão no cenário local, alia articulação partidária, presença constante no debate público e visibilidade social como presidente do São Raimundo Esporte Clube, ampliando seu alcance além da política tradicional.

🔹 Maria do Carmo (PT)
Nome do campo progressista e de esquerda, com base ideológica consolidada, força na militância organizada e defesa de pautas sociais e políticas públicas.

📌 CONCLUSÃO
A IA aponta uma disputa marcada pela polarização de projetos políticos. Em eleições proporcionais, ideologia, capilaridade social e movimentação contínua devem ser decisivas em Santarém em 2026.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Governo do Pará entrega nova sede do Comando de Policiamento Regional III em Castanhal

Unidade moderna da Polícia Militar fortalece a segurança pública em mais de 20 municípios do nordeste paraense no aniversário de 94 anos do município

Nesta quarta-feira (28), data em que Castanhal celebra 94 anos de emancipação, o Governo do Pará entregou a nova sede do Comando de Policiamento Regional III (CPR III). A inauguração faz parte da agenda de entregas promovidas pelo governo estadual em comemoração ao aniversário do município.

Ao destacar a importância do investimento, o governador Helder Barbalho ressaltou que a nova estrutura amplia a presença do Estado e reforça o trabalho da Polícia Militar em toda a região. “No aniversário de Castanhal, a Polícia Militar ganha um novo Comando de Policiamento Regional para fortalecer a segurança pública em toda a região nordeste do Estado. É mais segurança para Castanhal e para todo o Pará”, afirmou o governador.

A solenidade também contou com a presença da vice-governadora Hana Ghassan além de autoridades estaduais e municipais. A nova sede do CPR III passa a funcionar em uma área estratégica do município, garantindo melhores condições operacionais e administrativas para o planejamento das ações policiais.

Com investimento total de R$ 3.374.194,86, a unidade recebeu infraestrutura moderna, incluindo espaços administrativos, alojamentos amplos, áreas climatizadas, refeitório e dois apartamentos funcionais destinados ao comandante e ao subcomandante da unidade.
O comandante do CPR III, coronel Wilson, destacou que a nova estrutura beneficia diretamente toda a região sob responsabilidade do comando. “Essa unidade contempla não apenas o município sede, mas também 21 municípios da região nordeste do Estado. A estrutura oferece mais conforto aos policiais militares, com um projeto inovador do Governo do Pará, que inclui alojamentos maiores e melhores condições de trabalho, o que certamente será um grande incentivo para a execução das atividades de segurança pública”, explicou.
Segundo o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-lin Anselmo de Lima, a melhoria das condições internas reflete diretamente no policiamento ostensivo. “Quando o policial tem espaço adequado, alojamento, refeitório, áreas estruturadas e climatizadas, isso reflete na rua. Ele chega mais satisfeito para trabalhar, com mais tranquilidade, e isso se traduz em um serviço de mais qualidade para a população”, ressaltou.
O secretário também enfatizou o papel estratégico do CPR III na organização do policiamento regional. “O comando administra mais de 20 municípios, organiza operações, distribui efetivo, coordena o uso de tropas especializadas e planeja ações em uma região de grande circulação, cortada por importantes rodovias. Ter uma sede administrativa adequada é fundamental para que esse trabalho aconteça de forma eficiente”, completou.






terça-feira, 27 de janeiro de 2026

DECRETO DE HELDER BARBALHO AVANÇA NA REGULARIZAÇÃO DO JUÁ E GARANTE SEGURANÇA JURÍDICA A CERCA DE 7 MIL FAMÍLIAS EM SANTARÉM

O Governo do Pará deu mais um passo decisivo no processo de regularização fundiária da ocupação do Juá, em Santarém, no oeste do estado. O governador Helder Barbalho (MDB) assinou o Decreto nº 5.169, que declara de utilidade pública a área conhecida como Vista Alegre do Juá, localizada na zona urbana do município.
A medida assegura estabilidade e segurança jurídica para aproximadamente 7 mil famílias e abre caminho para a regularização dos imóveis, além da implantação de projetos habitacionais de interesse social, uma demanda antiga da população e acompanhada de perto pela gestão municipal.
O avanço do processo conta com o apoio da Prefeitura de Santarém, sob a gestão do prefeito José Maria Tapajós, que tem dialogado com o Governo do Estado para garantir soluções definitivas para a área, alinhando o ordenamento urbano às políticas sociais de habitação.
No âmbito federal, o tema também tem sido acompanhado pelo deputado federal Henderson Pinto, que atua como interlocutor junto aos órgãos federais e reforça a importância da regularização fundiária como instrumento de dignidade, segurança e inclusão social para milhares de famílias santarenas.
O decreto complementa o acordo de desapropriação firmado em outubro de 2025, quando o governador chegou a apresentar documento oficial garantindo a destinação das terras às famílias que ocupavam área particular. A iniciativa busca organizar o crescimento urbano e viabilizar políticas públicas habitacionais.
A coordenação das ações ficará sob responsabilidade da Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab), que conduzirá as etapas administrativas e a implantação dos empreendimentos.
A área declarada de utilidade pública ultrapassa três milhões de metros quadrados, divididos nos lotes 02, 09 e 10, sendo este último o maior, com mais de 2,1 milhões de metros quadrados.
Com a publicação do decreto, a desapropriação poderá ocorrer de forma amigável ou judicial, em caráter de urgência. As medidas judiciais ficarão a cargo da Procuradoria-Geral do Estado

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Quilombolas reconhecem avanços e projetam futuro com a implantação do Sistema Jurisdicional de REDD+ no Pará

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